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Sexualidade em pacientes coronarianos
A sexualidade ainda hoje é considerada um tabu, contudo o diagnóstico e tratamento de vários transtornos, relacionados às doenças coronarianas são temas que merecem atenção, assim esse artigo visa pontuar as correlações acerca da sexualidade e o impacto no homem e mulher com doenças coronarianas.
No contexto da doença coronariana existem diferenças psicológicas e de percepção da sexualidade para homens e mulheres o que requer atenção de vários pontos de vista. Uma vez acometido por uma doença cardíaca, vários medos e inseguranças em vários aspectos da vida do paciente são gerados, mas principalmente no aspecto sexual surgem dúvidas relativas ao esforço extra exigido do coração no momento do coito ou penetração.
Freqüentemente o paciente coronariano se vê como uma pessoa doente que não pode, ou não deve ter atividade sexual. O mito mais comum nesse caso é de que a relação sexual levaria a um esforço físico extenuante que pode levar ao infarto ou até a morte. Dessa forma a ansiedade, o medo de morrer, a baixa auto-estima é generalizada para a área sexual levando a alta prevalência de disfunções sexuais.
Seria importante a ajuda médica e psicológica no sentido de esclarecimento, para que pudessem entender que sexualidade é dimensão da vida do indivíduo da maior importância, na estruturação do seu bem-estar físico e emocional, e que a satisfação obtida na vivência afetivo-sexual é condição favorável à promoção da saúde.
Acreditando não poder, ou que não deveria ter atividade sexual, a pessoa com coronariopatia (angina ou infarto do miocárdio) reduziria assim o foco erótico e, conseqüentemente, diminuído o estímulo psicogênico interferindo no ciclo sexual normal, o que prejudica a ereção masculina e a lubrificação feminina acarretando em um desencontro matrimonial.
É importante que esses pacientes saibam que existem várias possibilidades de lidar com esse problema e que muitas vezes se torna muito doloroso por falta de informação ou vergonha de obter ajuda no sentido de promover reabilitação de sua vida sexual.
Mônica Mafra - colaboradora do site www.vinhoesexualidade.com.br