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Baladas, drogas e sexo
Esta realidade é cada vez mais presente em todas as regiões do país, sem limites ou controle. Pensar em baladas movidas por drogas e que acabam em sexo, não é mais uma realidade distante ou de grandes centros, mas uma situação comum e presente por todos os lados de nossas vidas.
Falar em balada poderia estar associado a curtir uma noite de diversão, como sair pra dançar, estar com amigos, um bate papo ou paquerar, ou quando muito se bebe pra descontrair. Lamentavelmente pensar em balada hoje, tem que se considerar que não é só isso, acrescente-se aí consumo abusivo de álcool, maconha, cocaína, crack, lsd, ecstazy, e tantos outras drogas sintetizadas ou naturais com efeitos estimulantes e alucinógenos, que são introduzidas e consumidas livremente, em raves, casas noturnas, boates, danceterias, e que acaba por viabilizar viver o sexo sem nenhum propósito, ou que não seja o de atender uma condição circunstancial de perda do limite e censura.
É cada vez mais comum a verificação de jovens, tanto homens quanto mulheres que acabam vivendo situação de abuso ou intimidação sexual, sem que tenham a menor percepção ou critica, fazendo com que sua intimidade e sexualidade fiquem expostas de forma primitiva e desvinculadas de qualquer sentido afetivo ou sexual.
O verdadeiro objeto sexual entregue a própria sorte, em que as pessoas saem desse tipo de “festa” quase que em estado de coma ou desmaiada. Diante dessa realidade que permeia o contexto social, é freqüente o relato de vitimas de todos os tipos de violência, como agressão física até a morte, coação psíquica com seqüelas traumáticas, abuso e violência sexual, e muitas outras manifestações bárbaras inimagináveis num contexto cotidiano.
Será que estas baladas conduzirão os indivíduos a degradação e destruição dos próprios interesses, ou seja, contra a vida e condições humanas saudáveis? Que “diversão” é esta que não respeita limites físicos e nem considera o próximo como um elemento importante na convivência social e troca de afeto.
Quando os jovens se voltarão para os interesses que dizem respeito ao seu próprio futuro e assim cultivar o que lhes seja saudável e prazeroso verdadeiramente? Faz-se necessário uma parada nessa busca incessante e desenfreada pelo prazer imediato, ou - prazer pelo prazer custe o que custar-, em que não se considera o outro e nem a si próprio. Uma reflexão sobre as conseqüências sobre o que essa atual realidade pode provocar a médio e longo prazo, pois os de curto prazo já são conhecidos, são arrasadores à família, à sociedade e principalmente ao indivíduo e o seu futuro.
A reflexão se faz necessária, pois este é o caminho da destruição, mudanças são necessárias, pois a diversão é sim importante, mas aquela que seja vivida de forma consciente e saudável; o prazer é sim necessário, mas aquele que não comprometa fisicamente e respeite os desejos e anseios de cada um. A alegria de viver não está no que se ingere, mas sim no que se pode produzir e realizar dentro do real, usufruindo de tudo que possa ser ingerido da vida, sem artifícios ou aditivos.
Eduardo Yabusaki – colaborador do site. Psicólogo e Psicoterapeuta, terapia de casal e terapia sexual.