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Dr. Gerson Lopes


Médico formado pela Faculdade de Medicina de Juiz de Fora (1979). Ginecologista e Sexólogo. Coordenador do Setor de Sexologia do Hospital Mater Dei (Belo Horizonte/MG). Coordenador do Projeto Sexualidade com Qualidade da Associação SABER/SP.

Membro Titular da Academia Internacional de Sexologia Médica (AISM). Especialista em Sexologia Clínica pela Federação Latino-Americana de Sexologia (FLASSES). Membro do Comitê Executivo da Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual (SLAMS). Presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Membro Honorário de Sociedades Médicas Nacionais e Internacionais. Ex-Consultor em Projetos de Sexualidade do Fundo das Nações Unidas para População (FNUAP).

Autor de vários livros e mais de 100 trabalhos científicos, já tendo proferido mais de 250 conferências científicas, no país e exterior. Seu interesse se concentra nas áreas de Sexologia Médica, Terapia Sexual e Educação Sexual.

Currículo Enológico

  • Iniciou-se no mundo do vinho há mais de 15 anos, durante uma viagem à Europa.

  • Inúmeras viagens a regiões vinícolas no Brasil e Exterior, inclusive como consultor.

  • Palestrante em diversas capitais e cidades brasileiras e cidade do Porto (Portugal).

  • Coordenador do Curso de Iniciação ao Vinho, pela Associação Médica de Minas Gerais (AMMG).

  • Membro de Confrarias Enológicas e de Enogastromia, fundadas há muitos anos.

  • Ex- articulista do boletim mensal da Presidência da FEBRASGO - coluna "Viagem ao Fantástico Mundo do Vinho".

  • Colunista do Jornal Estado de Minas- coluna "In Vino Veritas", desde 2002.

  • Ex- professor do curso de sommelier pela Associação Brasileira de Sommelier (ABS/MG).

  • Professor do curso "Vinho e Sexualidade" pela Academia de Idéias.

  • Articulista da coluna “Enoteca Mineira” do jornal Urominas, da SBU/MG.

  • Jurado na Expovinis em SP na avaliação Top 10.

  • Colunista sobre vinhos na revista nacional Estação Aeroporto.

  • Colaborador da revista nacional Wine Style.


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Um Aliado do Namoro

Com os avanços da medicina e da tecnologia farmacêutica, a possibilidade de resolver o problema da DE é praticamente certa. Quando o escritor russo Leon Tolstoi (1828-1910) escreveu a célebre frase que “o homem sobrevive a terremotos, epidemias, aos horrores das doenças e a todas as torturas da alma, mas a tragédia mais atormentadora de todos os tempos tem sido, é e será a tragédia da cama”, com certeza, pensou na DE; porém, se vivesse no século XXI, teria ainda esta opinião? Parece que estamos perto de minimizar as “tragédias da cama”.

Com certeza, todas as drogas orais facilitadoras de ereção existentes no mercado brasileiro desencadearam uma verdadeira revolução sexual na vida dos homens. Pode-se afirmar ser esta comparável à revolução sexual feminina na década de 60 por ocasião do lançamento da pílula anticoncepcional na década de 60. Com a consolidação da terapia de reposição hormonal para as mulheres na menopausa, nas décadas de 80 e 90, o homem se vê novamente ameaçado. E a mídia passa a questionar se não seria o homem o “sexo frágil”. E isso muda um pouco com o advento das drogas orais para a disfunção erétil (DE).

Podendo fazer uso das drogas orais frente a uma dificuldade de ereção, o homem conseguiu ficar mais leve e solto e ser mais espontâneo e criativo na relação sexual. E o médico, na sua relação de ajuda, ao prescrever adequadamente o medicamento, propiciou a esse homem entrar em contato com seus sentimentos, à medida que tinha uma garantia de ereção. Nesse sentido, entendo as drogas orais como um dos mais importantes aliados na terapêutica da DE, além de se tratar de medicamentos seguros e efetivos. Não há como deixar de destacar, entretanto, uma destas drogas - a tadalafila (Cialis)-, pois tendo 36 horas de ação no organismo, permite à pessoa com DE um tempo maior para programar a relação sexual.

O que é um aliado? Segundo Wolber de Alvarenga, psicólogo mineiro, o aliado é qualquer coisa que promete suprir a falta e realmente supre, além de aumentar o poder sobre o “inimigo”. Em se tratando de dificuldade eretiva, o “inimigo” pode ser a ansiedade de desempenho, a causa mais comum da DE psicogênica, assim como problemas vasculares, neurológicos ou do corpo cavernoso que estejam comprometendo a ereção. Estes problemas orgânicos podem ser induzidos por doenças ou por medicamentos capazes de produzir efeitos colaterais sexuais.

É interessante relatar os benefícios dessas drogas orais também naqueles homens que vivenciam uma inadequação sexual por “inibição de desejo sexual” conseqüente a uma DE, ou naqueles que passaram a serem “ejaculadores precoces”, quando, na verdade, ejaculavam rapidamente por insegurança na manutenção da ereção. As aspas não foram propositais, pois em todas estas situações o que temos mesmo são casos de dificuldades eretivas. Essas situações demonstram que evitar o fracasso para a maioria é mais importante que tudo. Entretanto, seria bom se soubessem que buscar prazer (o foco está no processo, na entrega, na relação) é tão ou mais importante que evitar o fracasso (o foco está no resultado, na ereção, no coito, no orgasmo). Talvez, ajudados pelos medicamentos, e garantida a segurança na ereção, possam se entregar mais ao processo, e perceber o significado real da sexualidade.

Gerson Lopes